Acusada de usar verba pública para amarração amorosa, vice de Ribeira fala e afirma ser inocente
O MP acusa Juliana de desviar recursos públicos e utilizar parte do dinheiro em um ‘ritual’ de amarração amorosa
Redes sociais A vice-prefeita de Ribeira (SP), Juliana Maria Teixeira da Costa (MDB), se manifestou pela primeira vez ao Portal do Vale do Ribeira após ser acusada pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) de participação em supostas fraudes em licitações na área da saúde e desvio de recursos públicos.
De acordo com o Ministério Público de São Paulo (MP-SP), Juliana teria desviado verba pública para contratar uma mãe de santo com o objetivo de afastar o então coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, da esposa. A denúncia também aponta supostas irregularidades em contratos da Secretaria de Saúde entre 2021 e 2024, incluindo direcionamento de licitações, emissão de notas fiscais falsas e desvio de recursos públicos.
Em mensagem enviada ao Portal do Vale do Ribeira, Juliana negou as acusações e afirmou não haver condenação judicial contra ela. Ela também informou que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a manutenção do afastamento do cargo.
“Reafirmo, de forma clara e categórica, minha absoluta inocência em relação às acusações que vêm sendo divulgadas”, declarou.
A vice-prefeita afirmou que o processo ainda não teve julgamento de mérito e que os autos estão conclusos para decisão. Disse ainda que todas as provas já foram produzidas durante a instrução criminal.
“Também reafirmo que jamais desviei recursos públicos, jamais utilizei meu cargo para qualquer finalidade ilícita e jamais pratiquei qualquer ato contrário aos princípios que sempre nortearam minha vida pública”, afirmou.
Ela declarou que o caso envolve uma pessoa que teria se aproveitado de um momento de vulnerabilidade emocional. Segundo ela, essa pessoa não teria sido localizada para prestar depoimento.
“Desde o início sustento que fui vítima de um grave golpe praticado por uma pessoa que se aproveitou de um momento de vulnerabilidade emocional. Inclusive, causa estranheza o fato de que a própria pessoa apontada como responsável por toda essa situação sequer tenha sido localizada para ser ouvida durante a investigação.”
Pedido de defesa foi negado
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) negou pedido da defesa para revogar as medidas cautelares impostas contra a vice-prefeita. Ela segue afastada do cargo e proibida de frequentar a Prefeitura de Ribeira (SP) e de manter contato com testemunhas do processo.
O habeas corpus foi analisado pelo desembargador Ronaldo Sérgio Moreira da Silva. A decisão foi unânime.
De acordo com o Tribunal, as medidas seguem necessárias para garantir a ordem pública e evitar interferência no andamento do processo.
Denúncia é extensa
Segundo a denúncia, Juliana, o então coordenador municipal de Saúde, Lauro Olegário da Silva Filho, e Willian Felipe da Silva, proprietário da empresa ‘W.F. Da Silva Treinamentos’, teriam integrado associação criminosa entre 2021 e 2024 para fraudar licitações e contratos da Secretaria Municipal de Saúde.
A Promotoria aponta suposto direcionamento de contratos, emissão de notas fiscais falsas e desvio de recursos públicos.
Suposta amarração amorosa
Entre os fatos investigados, o Ministério Público afirma que R$ 41,2 mil teriam sido utilizados para custear um ritual espiritual de amarração amorosa.
O objetivo, segundo a denúncia, seria afastar Lauro da esposa e aproximá-lo da vice-prefeita.
Na época, a mãe de santo citada na investigação, identificada como ‘Mentora Samantha’, se manifestou nas redes sociais e também à imprensa.
Segundo ela, o serviço teria custo de cerca de R$ 380 mil e não teria sido pago integralmente. Atualmente, o perfil da ‘Mentora Samantha’ não está mais disponível.
Na manifestação enviada ao Portal do Vale do Ribeira, Juliana informou que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a manutenção de seu afastamento. O Portal não teve acesso ao recurso citado pela vice-prefeita.




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