• VALE DO RIBEIRA, 03/04/2026
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    Presidente da Câmara de Iguape é afastado sob acusação de desviar R$ 202 mil de salários de servidores

    Segundo o MP, vereador teria exigido parte dos salários de funcionários para mantê-los nos cargos


    Presidente da Câmara de Iguape é afastado sob acusação de desviar R$ 202 mil de salários de servidores
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    O presidente da Câmara Municipal de Iguape (SP), o vereador Eduardo de Lara (Republicanos), foi afastado do cargo após decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Ele é investigado pelo Ministério Público (MP) por suspeita de desviar parte dos salários de servidores comissionados, prática conhecida como “rachadinha”.

    A investigação teve início em outubro de 2024, após uma denúncia anônima apresentada ao MP. Segundo o órgão, os valores entregues pelos servidores variavam entre R$ 1,5 mil e R$ 2 mil, totalizando ao menos R$ 202 mil recebidos pelo vereador entre 2021 e junho de 2025.

    Como funcionava o esquema, segundo a investigação

    As suspeitas indicam que dez servidores eram obrigados a repassar parte do salário para permanecer nos cargos. A prática teria ocorrido de forma contínua e seria usada como condição para a manutenção das nomeações.

    O caso é investigado como peculato, crime que envolve apropriação de dinheiro público por agente político.

    Afastamento determinado pela Justiça de Iguape

    Em 4 de novembro, a Justiça de Iguape determinou o afastamento imediato do vereador. As medidas cautelares incluíram:

    Proibição de entrar na Câmara Municipal

    Proibição de manter contato com servidores e possíveis testemunhas

    Fiança de R$ 82 mil, como garantia do cumprimento das medidas

    A decisão considerou o risco de interferência na investigação caso o parlamentar continuasse em atividade.

    TJ-SP mantém afastamento

    A defesa recorreu ao Tribunal de Justiça alegando que a decisão seria um “constrangimento ilegal” e que a investigação teria começado apenas com a denúncia anônima.

    No entanto, em 13 de novembro, o desembargador Geraldo Wohlers negou a liminar. Para ele, havia indícios suficientes de materialidade e autoria, além de risco real de que o vereador influenciasse o andamento da apuração.

    Com isso, o afastamento permanece válido.

    Sem resposta dos envolvidos

    Segundo o site ‘g1’, que apurou o caso, a Câmara Municipal de Iguape, o Ministério Público e a defesa do vereador foram procurados, mas não responderam.




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