Ex-vereador é detido após polícia encontrar armas e animais mortos em casa em Miracatu
Ação conjunta das polícias Civil e Ambiental também apreendeu munições e equipamentos de caça; suspeito foi liberado após pagar fiança
TSE e PM Ambiental Um ex-vereador de Miracatu (SP) foi detido durante uma operação policial que encontrou armas, munições e animais silvestres mortos dentro da casa dele. A ação foi realizada pelas polícias Civil e Militar Ambiental, após o cumprimento de um mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça. As informações são do G1.
O homem foi identificado como Nailson Gonçalves da Silva, que também atua como diretor de uma escola estadual do município. Ele foi multado em R$ 2,4 mil por crime ambiental e responderá em liberdade por posse irregular de arma de fogo e crime contra a fauna.
Polícia encontra freezer com animais e munições
Durante as buscas, os policiais localizaram mais de 50 munições, uma incubadora desativada e diversos petrechos usados em caçadas, como apitos para chamar animais, bolinhas de chumbo e carregadores.
Dentro da residência, os agentes encontraram um freezer com carcaças congeladas de paca, saruê e jacu, somando mais de seis quilos de carne. Também havia pedaços de carne de porco defumada e outros produtos que, segundo a polícia, indicavam o abate irregular de animais.

Multa e fiança
O ex-vereador não apresentou nenhuma licença para a posse das armas e dos materiais encontrados. Ele foi preso em flagrante e levado para a Delegacia de Miracatu, onde foi arbitrada uma fiança de R$ 4 mil. Após o pagamento, ele foi liberado para responder em liberdade.
A Polícia Militar Ambiental aplicou ainda uma multa administrativa de R$ 2.419. Segundo a corporação, os animais apreendidos não estão ameaçados de extinção, mas a caça e o armazenamento de suas carcaças continuam sendo práticas ilegais.
Procedimentos e apuração
Todo o material recolhido foi encaminhado à Delegacia de Miracatu, onde o caso foi registrado como posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e crime contra a fauna. O g1, que noticiou os fatos, diz que tentou contato com Nailson Gonçalves da Silva, mas não obteve retorno. A Secretaria Estadual de Educação (Seduc) informou que não irá se pronunciar sobre o caso.







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