Michelle Bolsonaro elogia política do governo Lula voltada à educação de surdos
Publicação foi feita nas redes sociais e ocorre em meio à repercussão de desentendimento com Flávio Bolsonaro
Instagram/@michellebolsonaro A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) elogiou, nesta sexta-feira (03/07/2026), a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos (PNEBS), lançada pelo Ministério da Educação (MEC) do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A manifestação foi feita por meio das redes sociais. Michelle parabenizou a comunidade surda pela implementação da política, considerada uma demanda histórica da área.
A publicação ocorreu em meio à repercussão de um desentendimento envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL). Nos últimos dias, Michelle afirmou ter sido “humilhada”, “maltratada” e “desrespeitada” durante uma conversa por telefone com o enteado sobre articulações internas do partido.
Segundo a ex-primeira-dama, a educação bilíngue de surdos passou a ser reconhecida como uma modalidade separada da Educação Especial.
“A educação bilíngue de surdos tornou-se uma modalidade separada da Educação Especial, trazendo mais autonomia e protagonismo para a comunidade surda. É um sonho realizado! Seguimos trabalhando por um Brasil mais acessível e com oportunidade para todos”, escreveu.
Novas ações previstas
Além da implementação da política, o Ministério da Educação anunciou a publicação de um edital para selecionar artigos acadêmicos sobre educação bilíngue de surdos. Os trabalhos integrarão a publicação ‘Cadernos Equidade’, desenvolvida em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
De acordo com o MEC, a medida atende a uma demanda histórica da comunidade surda e busca ampliar a garantia dos direitos educacionais e linguísticos.
Dados mostram desafios
Segundo o Ministério da Educação, apenas 12% das redes de ensino possuem materiais pedagógicos adequados em Libras. Além disso, somente 2.501 professores contam com formação continuada em educação bilíngue de surdos.
Os dados também mostram que as avaliações em formato VídeoLibras alcançam apenas 1,31% dos estudantes, indicando os desafios para ampliar a oferta de recursos acessíveis na educação brasileira.




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