• VALE DO RIBEIRA, 28/04/2026
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    Marido fingiu ser professora morta e criou perfil falso após crime em Pariquera-Açu

    Segundo a polícia, suspeito usou celular da vítima para enviar mensagens e inventar relacionamento com suposto amante


    Marido fingiu ser professora morta e criou perfil falso após crime em Pariquera-Açu Redes sociais

    Após matar a esposa, o homem preso em Pariquera-Açu (SP) passou a se passar pela própria vítima em mensagens enviadas a familiares e colegas de trabalho. O caso envolve a professora Elisângela Barbosa de Almeida, de 43 anos, que foi encontrada morta após cinco dias desaparecida.

    Segundo divulgado pelo g1, o suspeito, Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, utilizou o celular da mulher para simular que ela estava viva e fora da cidade.

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    Mensagens levantaram suspeitas

    De acordo com a investigação, Jacemir enviou mensagens afirmando que Elisângela havia deixado a casa após uma separação e estaria em Paranaguá (PR), acompanhada de um suposto amante.

    Em uma das conversas, ele escreveu, se passando pela vítima:

    “Não estou em Pariquera (SP). Jacemir e eu separamos. Ele me ‘tocou’ de casa. Estou em Paranaguá (PR)”.

    Ao ser questionada por uma amiga sobre o filho do casal, a resposta foi:

    “Está com ele [Jacemir]. Só peguei umas roupas, sapatos e saí”.

    Em outro trecho, o autor das mensagens afirmou que Elisângela estaria em um relacionamento extraconjugal:

    “Eu estava me relacionando com outra pessoa há algum tempo. Com a troca de telefone, restaurou as mensagens e ele viu”.

    Apesar da tentativa, familiares e colegas perceberam inconsistências. A forma de escrita e o conteúdo das mensagens não condiziam com o padrão da professora, o que levantou suspeitas.

    Perfil falso e tentativa de sustentar versão

    Além das mensagens, o suspeito também criou um perfil falso nas redes sociais simulando um relacionamento entre Elisângela e o suposto amante.

    Na biografia da conta, ele escreveu: “Namorando, espero que este novo amor me liberte”.

    A página ainda contava com publicações que sugeriam um “recomeço” da vítima.

    Uma familiar chegou a entrar em contato pelo perfil e pediu que Elisângela enviasse um áudio para comprovar que era ela. No entanto, não houve resposta, e a pessoa foi ameaçada de bloqueio.

    Desconfiança levou ao registro do desaparecimento

    A situação chamou atenção de pessoas próximas, principalmente após a professora faltar ao trabalho e não manter contato direto com familiares.

    Diante das mensagens consideradas estranhas, a irmã de Elisângela foi avisada e registrou o boletim de ocorrência de desaparecimento.

    A partir disso, a Polícia Civil iniciou as diligências e passou a ouvir testemunhas, chegando ao marido como principal suspeito.

    Estratégia não impediu descoberta do crime

    Mesmo com as tentativas de simular uma fuga voluntária, a versão apresentada pelo suspeito apresentou contradições.

    Durante depoimento, ele mencionou um problema em um cano na residência, o que não tinha relação com o desaparecimento e levantou desconfiança.

    Os policiais foram até o imóvel e encontraram o corpo da professora enterrado no quintal. Clique aqui e leia todos os detalhes.




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