Professora é agredida, morta e enterrada no quintal de casa em Pariquera-Açu; marido confessou
Vítima ficou desaparecida por cinco dias; suspeito confessou o crime e chegou a se passar por ela nas redes sociais
Redes sociais Uma professora de educação infantil, identificada como Elisângela Barbosa de Almeida, de 43 anos, foi encontrada morta após ficar cinco dias desaparecida em Pariquera-Açu (SP). O corpo estava enterrado no quintal da casa onde ela morava com o marido.
O suspeito, Jacemir Barbosa Bueno de Almeida, de 39 anos, foi preso na noite da última sexta-feira (25/04/2026), no bairro Vila São João. As informações são do G1.
O desaparecimento da professora foi registrado pela irmã na quinta-feira (24/04/2026), o que deu início às investigações da Polícia Civil.
Versão levantou suspeitas
Inicialmente, Jacemir afirmou que a esposa teria deixado a casa na quarta-feira (22/04/2026), possivelmente com um amante, levando alguns pertences.
Durante o depoimento, ele mencionou que um cano havia estourado na residência. A informação chamou a atenção dos policiais, já que não tinha relação com o desaparecimento.
Diante das inconsistências, os agentes foram até a casa do casal. No local, encontraram uma área com “terra mexida” no quintal e acionaram o Corpo de Bombeiros.
Durante a escavação, o corpo da professora foi localizado enterrado.
Segundo a Polícia Civil, Elisângela foi morta na madrugada de terça-feira (21/04/2026).
Confissão e detalhes do crime
Após a descoberta, Jacemir confessou o crime. Ele relatou que agrediu a esposa durante uma discussão, dando um tapa no rosto.
Segundo o depoimento, Elisângela caiu, ficou desacordada e começou a convulsionar. O homem afirmou que entrou em desespero e decidiu enterrar o corpo no quintal ainda durante a madrugada.
O crime ocorreu enquanto o filho do casal, de 10 anos, estava na residência, na parte de baixo do sobrado.
Por esse motivo, o caso foi enquadrado como feminicídio majorado.
Tentativa de enganar familiares
Após o crime, o suspeito ficou com o celular da vítima e passou a enviar mensagens para familiares e colegas de trabalho se passando por Elisângela.
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Vizinho ouviu barulho de escavação
Um vizinho relatou à Polícia Civil que ouviu barulho de enxada por volta das 3h da madrugada de terça-feira (21/04/2026).
Segundo ele, o som parecia alguém cavando o solo. Apesar de achar estranho pelo horário, não imaginou que se tratava de um crime.
O homem afirmou ainda que Jacemir manteve comportamento normal nos dias seguintes.
Revolta e comoção
Durante a prisão, moradores se reuniram em frente à casa e tentaram agredir o suspeito. A Polícia Militar precisou ser acionada para conter a situação.
Em vídeos que circularam nas redes sociais, é possível ver o momento em que Jacemir deixa o local enquanto pessoas gritam “assassino”.
O corpo de Elisângela foi removido e encaminhado para perícia. Ela foi velada e enterrada no domingo (26/04/2026), no Cemitério Municipal.
Caso segue sob investigação
O caso foi registrado como feminicídio, violência doméstica e ocultação de cadáver na Delegacia de Pariquera-Açu (SP). A Justiça já converteu a prisão em preventiva.
A Polícia Civil apreendeu celulares e equipamentos eletrônicos do suspeito e segue investigando a motivação do crime.
O outro lado
O Portal do Vale do Ribeira não conseguiu localizar a defesa de Jacemir Barbosa Bueno de Almeida. O espaço segue aberto.




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