• VALE DO RIBEIRA, 05/04/2026
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    Trio é acusado de torturar calouros durante ‘juramento de trote’ em escola de Iguape

    Polícia Civil investiga agressões contra estudantes em alojamento da Etec Agrônomo Narciso de Medeiros; celulares com vídeos das supostas agressões foram apreendidos


    Trio é acusado de torturar calouros durante ‘juramento de trote’ em escola de Iguape Arquivo pessoal
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    A Polícia Civil investiga três estudantes da Escola Técnica Estadual (Etec) Engenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros, em Iguape (SP), acusados de submeter calouros a agressões e humilhações dentro do alojamento da unidade. O caso veio à tona após familiares de alunos denunciarem episódios de violência que, segundo os relatos, faziam parte de um chamado “juramento de trote”.

    De acordo com informações registradas pela polícia, os três investigados têm 15, 16 e 18 anos e são alunos do segundo e terceiro ano do Ensino Médio. O caso foi inicialmente registrado como lesão corporal e vias de fato, e os envolvidos foram indiciados e liberados. As informações são do G1. 

    Agressões teriam ocorrido dentro do alojamento

    Segundo relatos de familiares das vítimas, os três estudantes atuavam como uma espécie de liderança no alojamento da escola, que possui capacidade para 28 alunos. Pelo menos cinco calouros teriam sido submetidos a agressões físicas e situações de humilhação.

    Entre as formas de violência relatadas estariam agressões com cintos, pedaços de cano, tapas e até alicate, além de ameaças para que os estudantes não contassem o que estava acontecendo aos funcionários da instituição.

    As ações, segundo os depoimentos, eram registradas em vídeos feitos pelos próprios investigados.

    Ainda conforme os relatos, as agressões fariam parte de um suposto “juramento de trote”, que teria duração de algumas semanas. Os estudantes seriam obrigados a suportar as agressões até uma data definida pelos autores, chamada de “Dia da Libertação”, que teria sido marcada para 18 de março.

    Caso veio à tona após família notar ferimento

    A situação começou a ser descoberta após um dos estudantes voltar para casa no fim de semana. Familiares perceberam um ferimento no peito do adolescente, que teria sido causado por um alicate.

    Ao procurar esclarecimentos no alojamento, uma parente do jovem encontrou pelos pubianos espalhados sobre uma cama, o que teria sido usado como forma de punição contra os estudantes.

    Durante a conversa com outros alunos, a família tomou conhecimento de que outros adolescentes também teriam sido vítimas de agressões.

    Polícia apreendeu celulares e objetos

    A Polícia Militar foi acionada e encaminhou os envolvidos para a Delegacia de Iguape (SP). Durante o registro da ocorrência, foram apreendidos celulares dos três estudantes, além de dois alicates e uma faca.

    Segundo informações divulgadas pelas autoridades, nos aparelhos foram encontrados vídeos que registrariam as agressões.

    Em uma das gravações, um dos menores aparece dizendo que “já sofreu demais naquele dia” e se recusando a ir ao local onde, segundo o relato, ocorreriam as agressões.

    Escola criou comitê de crise

    Em nota publicada nas redes sociais, a Etec Engenheiro Agrônomo Narciso de Medeiros afirmou que repudia os fatos e informou que criou um comitê de crise para acompanhar a situação.

    Segundo o comunicado, os três alunos envolvidos foram afastados imediatamente do convívio escolar.

    “A surpresa e a indignação nos paralisaram por um momento. Agora enfrentando a realidade dos fatos, foi criado um comitê de crise, que teve como primeira medida o afastamento imediato dos três alunos envolvidos”, afirmou a unidade.

    A direção também informou que acompanha as investigações para avaliar as medidas legais cabíveis e restabelecer a normalidade no ambiente escolar.

    Centro Paula Souza apura o caso

    O Centro Paula Souza (CPS), responsável pela administração das Etecs no estado de São Paulo, informou que está apurando o caso com rigor.

    Segundo o órgão, os estudantes investigados estão realizando atividades de forma remota enquanto os trâmites legais são conduzidos.

    Em nota, o CPS destacou que repudia qualquer forma de violência dentro ou fora do ambiente escolar e afirmou que presta apoio aos estudantes e às famílias envolvidas.

    Conselho Tutelar acompanha situação

    O Conselho Tutelar de Iguape também foi acionado e acompanha o caso. Segundo o órgão, medidas de proteção estão sendo adotadas para garantir os direitos dos adolescentes envolvidos.

    A entidade informou ainda que apenas uma das vítimas é moradora de Iguape, e que o estudante deverá receber acompanhamento da rede de proteção.

    A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que diligências seguem em andamento para o esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos.




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